Monday, October 19, 2009

Válvula de escape


Figura cristalina do olhar
Focaliza cantos e ações
Dilata, repentina, a retina
Frente a arte e suas produções

Desenha, sem saber, até um Deus
Invade privacidade das maiores sensibilidades
No entanto, todo enfoque tem em tento
Não ferir ou perfurar o fimamento

Cria-se cores, sabores onde não há
Rancores, desamores que instigam
Viajar na fantasia e enrolar
Esculpindo com gozo e peleja o angustiar

» pressão que dói e quer ser exaurida → impossibilidade → escape → poema

2 comments:

Lustato Tenterrara said...

Muito forte, o poema, a inspiração. Percebe-se a angústia dilacerando um coração de poeta.

bj.
:L

neo-orkuteiro said...

Bianca, vim a seu blog conhecê-lo e gostei muito, muito mesmo. Não estou comentando como quem "Invade privacidade das maiores sensibilidades". Já somos amigos virtualmente. O diálogo interblogal está aberto.