
Wednesday, September 9, 2009
Medo!

Wednesday, September 2, 2009
Pena
No limbo espero por entre mil acentos
Pela minha sentença no firmamento
Ácida, áspera, plácida
Desconcertante acrania processante
Indaga-me pelo eixo,
Forte seguro a pilotar
Dou-lhe um beijo
E a deixo me massacrar
Tuesday, September 1, 2009
Sombrinhas de Sol

Palavras faltam-me
Palavras machucam-me
Palavras punem-me
Palavras resgatam-me
Que sou?
Por onde andei?
O que sei?
Falhas, atos, lembranças
Mosaico de loucas andanças
O que será "balanças"?
Rodadas cem vezes
O que me acorda às vezes?
Thursday, August 6, 2009
Noite de Insônia Simultânea

Quando percorri os labirintos noturnos dos meus sonhos
Percebo meu olhar escancarado e a perda do brio de minha tez
Renascendo de manhã, sem pesar, sem pesares...
Ajunto os grãos, faço um café forte
Que aliviam meus órgãos perdidos nas garras do Hades.
Em vigílias insustentáveis, ando de noites a luares
Enfureço ao ver que não o esqueço, charmoso, carinhoso; desmonto
Minha farça de mentir que ele nada vale; tanto salvou desolados e oprimidos
Admito, por fim: sim, ele salvou a mim, fez-me vigorosa e confiante
Vou lá, ensaio um toque à porta, esqueço o orgulho
Vulnerável, quase chorando,
Chamando-o de volta à minha felicidade
De amar, sonhar, viver.
Wednesday, August 5, 2009
Incerto caminho

Louvando a dádiva de receber à inconsciência
Energia, dons pra ser o Sol, a lua, o vento, a luz
Na ilógica coerência que no alento me seduz
Por ser única e original sua doce imanência
Espera o Sol em mim aquecer o abstrato
Inquieta a lua em mim a esconder seu tato
Desordena em mim o vento a deixar-me inerte
Inebriando a luz em mim a orar: desperte!
Se tão pouco há de formosura
Se tão pouco há de abastança
Sobra meu ser em alva ternura
Sabe o mistério que leva uma dança
O tempo passa e sempre me diz
A vida é a graça de aprender, tecer
A malha dos haveres e ser feliz
Amando a sempre e mais a tez
Do ser que um dia se desprende
Do medo e liberta o coração
Dá a mão e, então , surpreende
De tão inefável , ardente paixão
Sunday, July 19, 2009
neuroléptico

soy un cuerpo a murir en estas líneas
mientras haz el efecto
de la medicina demasiada que,
por tanto de resistir,
he tenido que tragar todo a la vez
soy esta alma a esperar
el descanzo deseado y requerido;
a dejar esta temprano vieja y fea carne
esto corazón más que doloroso angustiado
a pedir por la paz
todo solo me obriga a hacerlo dormir
y suprimir todo el mal
que hiz al mundo y el otro
perdón por me he conocido
y, así, la verguenza de saber iso
gracias por su gentileza, cavallero
hasta otras vidas, o no
adiós, espero
Thursday, July 16, 2009
Confesso? Você decide!
Sofro, tremo, arrepio. Mesmo o controle só vem tardio. Culpa, remorso, solidão. Motivo? Lamento, não sei onde se enfiou a explicação. Ninguém me entende. Decidi ficar com a fé e lembranças boas, embora eu me sinta de outro universo. Expio agora o que nem sei se compreenderei um dia. Abro mão de minha mente, pois meu espírito consente. Entrego-me. Ainda sem ser humana, sem ser humano. Espero. Desentendo. O silêncio me corrói tanto quanto as vozes ensurdecedoras escutadas só por mim. Muda, não muda, eis o que descobrir. Minha identidade, meu lugar, minha responsabilidade, que mais haverei de buscar?
Execráveis entes estes que introinvadem a carne, o sangue, o osso, o funcionar cerebral. Caverna abismal de trancas inxoráveis os abrigam com suportes mascarados, próprios pais. Choque! Delírio tenta negar, porém a nefasta dor dilacera tudo: resto... perplexa!
Envenenada pelo não nomeado, inscrito no sensitivo, endiabrado no coletivo, "pero no mucho''. Arde, queima, escoa e lesa, pesando o misterio a tapar a claridade, driblando todas buscas de oportunidade. Soçobro... Nesgas de futilidades, entrego-me, aquebrantada.

