
Friday, January 14, 2011
Dama da Noite

Sunday, December 12, 2010
Uma filosofia de vida
Um grande foco de luz à esquerda
Intuição
Curvos caminhos a escolher
Tentação
Garras visuais às faíscas a jazer
Inspiração
Desprendendo o efêmero físico
De quaisquer necessidades de estímulos
Com toda a imagem inextinguível
Daquele insigne Bem sentido...
Tempos Modernos
A janela do horror abriu-seEscancararam-se os males tribais
O efeito amedrontador surtiu-se
Entre os velhos e novos rivais
Agora se conhece o inaudito
Perpetuam-se as chagas
Escuta-se o estampido
Que dispersa a praga
Luta-se sempre, luta-se mais
É do instinto a incoerência
Que sacrifica os demais
E até a própria existência
Saturday, December 11, 2010
soneto triste
Quando penso no sentir, desencanto
Perco-me nas asas do fluir vital
Apatia, carência de um ser humano
A apaziguar a desordem tal
Como a incompletude feminil
Espetando o coração em tristeza
Pulsações pelo sangue e a mil
Mostra a fragilidade acesa
Emoção infantil, cerne sutil
Acordado pela dor, dilacera
Espedaça máscaras de vã cera
Superfície perde o que assumiu
Invade, uma aura de abstração mor
Intentando mover algo com amor
~
Lost Nigth

embolados em verde-água-morta do estômago em prosa.
Coração em sangue de menstruação bifurcando o cerebelo na caída diante o espelho
deformado de hóstia regurgitada, ossos estiolados, carnes que não comi, vidas que não vivi
pela boca do estômago esmagado, dolorido, esvaziado em fatigados fluidos
Restos de álcool queimado no fogo do cigarro apagado na epiderme
a marcar dor sem física sensação
Umidade branca seca dos orifícios esvaindo-se
até só cuspir ar que respira sem oxigenar nos espasmos do vomitar o Nada
O que sobra até esperada ressaca sóbria da manhã de culpa estiolada.
No Nada Sou.
Afetações

A sensação de abandono reina
Neste mundo circunspecto
A aflição é plena
Ilha de dúvidas e ignorância
Caracterizam minha andança
Sem ser humana
Sem ser humano
Ah! Chuva que me desvela
Deixa meu coração com frio
E tudo de mim revela
A solitude traz calafrios
Mas nem tudo se perde
Pois o tudo está já vazio
Cada letra que escrevo dói como espeto
A sensação de abandono reina
Neste mundo circunspecto
A aflição é plena
Ilha de dúvidas e ignorância
Caracterizam minha andança
Sem ser humana
Sem ser humano
Ah! Chuva que me desvela
Deixa meu coração com frio
E tudo de mim revela
A solitude traz calafrios
Mas nem tudo se perde
Pois o tudo está já vazio
Ela

No Sol do inverno tropical
com o vento enviando arpões
aranhas tecendo suas teias
agouro da destruição no início do temporal
Cai a noite, um feixe de luz surge
acaricia a mistério, escuro, sujo
uma calma reclina sobre a cama
balançando susurros: - ele te ama!
No torpor do silêncio, ambiente vazio
o último grito estridente, frio
é Ela, vem mansa e depressa
Encobre o corpo, abala a respiração
finaliza seu golpe, para o coração
o olhar escncara a morte e sua presa
Thursday, July 8, 2010
Caminhando para o Fim - Pena de Morte
à frente, interminável corredor
atrás, três bruta seres a cacetete
aos lados, vista listrada, ferrada
barulhos metálicos contra as verticais
vozes entrecortadas, cruzadas, queimadas
passos extra sombrios, articulados, arbitrários, intermináveis
bem no fundo, fungados, choros animais
espia modesto o novo lar
expia com protesto seu velho ar
dia, hora, ano, modo
é marcado o Final
crianças rangendo dentes
ante a cadeira do dentista
eis o equivalente
a esses míseros - é, não dista
Saturday, April 3, 2010
Medo
Renasce angústia, ansiedade, solitude, incompreensão...
Oh, Senhor! Onde eis de estar minha razão? Ou seria desrazão?
...aflição, sem dúvida! Fumo? Tomo rivotril? Haha! Qual a menor pior solução?
Muita mágoa no coração! Paralizante má água escorrendo pelo rio de lágrimas inexistentes em meu olho físico, ardentes na visão do espírito!
"O que eles cantam, se pássaros
É diferente de todos
Cantam numa linha baixa
Com voz de pássaro rouco"
João Cabral de Melo Neto
E lá vou eu a repetir em pensamento:
"É preciso um caos dentro de si para dar à luz uma estrela cintilante." Nietzsche
E dá-lhe, mistério dolente!
Saturday, November 21, 2009
No fundo

Um dia fui um embrião. Conheci o desespero de ser lançada num mundo que me desentende.
A feminilidade sadia se esvai
Quando a identidade é estranha
E mesmo na nefanda sanha
Nada de vida e brio a atrai
Maior e ignoto é o próprio perigo
De ignorar de si e do outro
Que outrora era o mundo e foi-se embora
Carência de um bem-querer
Um saber que se é gente
Um sentir em si o prazer
Do estar em corações presente
Monday, October 19, 2009
Válvula de escape

Desenha, sem saber, até um Deus
Invade privacidade das maiores sensibilidades
No entanto, todo enfoque tem em tento
Não ferir ou perfurar o fimamento
Cria-se cores, sabores onde não há
Rancores, desamores que instigam
Viajar na fantasia e enrolar
Esculpindo com gozo e peleja o angustiar
» pressão que dói e quer ser exaurida → impossibilidade → escape → poema
Thursday, October 15, 2009
Infância tanta

Uma época dum mundo gigante
Uma época dum mundo distante
Um caminho de vivências tantas
Carregadas de afetos e mantas
Naquele mundo cabiam os desejos
Que hoje extravasam os poros
Ampliaram-se os ensejos
Contudo no coração eu choro
Ainda como antes e tanto
Esperando o conforto de teu manto
Saturday, September 26, 2009
Centelhas de lucidez

Deixe-me
Saudosa, em canto
Dolente por tanto encanto
Escapa-me
Lépido ar refestelado
Aninhado à cômoda inércia
De todo em separado
Ante as convulsões de minha solércia
Procuro com ânsia por toda parte
Pardelhas com santa boa-vontade
Por onde andas, mundo, que já é tarde
Da minha pessoa, ser, alguma parte?
Wednesday, September 9, 2009
Medo!

Wednesday, September 2, 2009
Pena
No limbo espero por entre mil acentos
Pela minha sentença no firmamento
Ácida, áspera, plácida
Desconcertante acrania processante
Indaga-me pelo eixo,
Forte seguro a pilotar
Dou-lhe um beijo
E a deixo me massacrar
Tuesday, September 1, 2009
Sombrinhas de Sol

Palavras faltam-me
Palavras machucam-me
Palavras punem-me
Palavras resgatam-me
Que sou?
Por onde andei?
O que sei?
Falhas, atos, lembranças
Mosaico de loucas andanças
O que será "balanças"?
Rodadas cem vezes
O que me acorda às vezes?
Thursday, August 6, 2009
Noite de Insônia Simultânea

Quando percorri os labirintos noturnos dos meus sonhos
Percebo meu olhar escancarado e a perda do brio de minha tez
Renascendo de manhã, sem pesar, sem pesares...
Ajunto os grãos, faço um café forte
Que aliviam meus órgãos perdidos nas garras do Hades.
Em vigílias insustentáveis, ando de noites a luares
Enfureço ao ver que não o esqueço, charmoso, carinhoso; desmonto
Minha farça de mentir que ele nada vale; tanto salvou desolados e oprimidos
Admito, por fim: sim, ele salvou a mim, fez-me vigorosa e confiante
Vou lá, ensaio um toque à porta, esqueço o orgulho
Vulnerável, quase chorando,
Chamando-o de volta à minha felicidade
De amar, sonhar, viver.
Wednesday, August 5, 2009
Incerto caminho

Louvando a dádiva de receber à inconsciência
Energia, dons pra ser o Sol, a lua, o vento, a luz
Na ilógica coerência que no alento me seduz
Por ser única e original sua doce imanência
Espera o Sol em mim aquecer o abstrato
Inquieta a lua em mim a esconder seu tato
Desordena em mim o vento a deixar-me inerte
Inebriando a luz em mim a orar: desperte!
Se tão pouco há de formosura
Se tão pouco há de abastança
Sobra meu ser em alva ternura
Sabe o mistério que leva uma dança
O tempo passa e sempre me diz
A vida é a graça de aprender, tecer
A malha dos haveres e ser feliz
Amando a sempre e mais a tez
Do ser que um dia se desprende
Do medo e liberta o coração
Dá a mão e, então , surpreende
De tão inefável , ardente paixão
Sunday, July 19, 2009
neuroléptico

soy un cuerpo a murir en estas líneas
mientras haz el efecto
de la medicina demasiada que,
por tanto de resistir,
he tenido que tragar todo a la vez
soy esta alma a esperar
el descanzo deseado y requerido;
a dejar esta temprano vieja y fea carne
esto corazón más que doloroso angustiado
a pedir por la paz
todo solo me obriga a hacerlo dormir
y suprimir todo el mal
que hiz al mundo y el otro
perdón por me he conocido
y, así, la verguenza de saber iso
gracias por su gentileza, cavallero
hasta otras vidas, o no
adiós, espero
Thursday, July 16, 2009
Confesso? Você decide!
Sofro, tremo, arrepio. Mesmo o controle só vem tardio. Culpa, remorso, solidão. Motivo? Lamento, não sei onde se enfiou a explicação. Ninguém me entende. Decidi ficar com a fé e lembranças boas, embora eu me sinta de outro universo. Expio agora o que nem sei se compreenderei um dia. Abro mão de minha mente, pois meu espírito consente. Entrego-me. Ainda sem ser humana, sem ser humano. Espero. Desentendo. O silêncio me corrói tanto quanto as vozes ensurdecedoras escutadas só por mim. Muda, não muda, eis o que descobrir. Minha identidade, meu lugar, minha responsabilidade, que mais haverei de buscar?
Execráveis entes estes que introinvadem a carne, o sangue, o osso, o funcionar cerebral. Caverna abismal de trancas inxoráveis os abrigam com suportes mascarados, próprios pais. Choque! Delírio tenta negar, porém a nefasta dor dilacera tudo: resto... perplexa!
Envenenada pelo não nomeado, inscrito no sensitivo, endiabrado no coletivo, "pero no mucho''. Arde, queima, escoa e lesa, pesando o misterio a tapar a claridade, driblando todas buscas de oportunidade. Soçobro... Nesgas de futilidades, entrego-me, aquebrantada.




